Posted by Camila Pedroza on set 5, 2011 in Gastronomia
Após um final de semana conturbado com muitas emoções transbordando minha cabeça e meu coração, chega uma segunda-feira insolarada, me chamando para viver, me mostrando que sem Deus não sou nada, por mais que eu tenha me afastado da fé, é somente ela que me mantém equilibrada.
E pela minha sanidade prometo nunca mais ficar longe, porque eu preciso de paz interior para viver bem e somente a fé me traz isso.
Faz tempo que não apareço aqui, nem para dar o ar da graça. Deixei de lado uma das minhas paixões que é escrever.
A pauta do dia para mim é relacionamento.
Sou uma mulher que não tem pudor em demonstrar o quanto ama e quero bem o meu parceiro. As vezes esqueço que é necessário fazer joguinhos para manter alguma chama acesa e me custo a acreditar que isso possa ser verdade, mas acredite é!!
Nunca tentei fazer isso, acredito que muitas vezes meus relacionamentos fracassaram por isso. Acabo dando muita segurança para quem está ao meu lado e fujo dos jogos sentimentais que, na minha opinião, podem arruinar, mas que em algumas situações deixa o outro com o pé atrás, sem saber exatamente onde esta pisando.
Ter um casamento, namoro ou seja lá o que faça você estar com alguém q ama nas suas melhores horas, não é fácil, são duas pessoas diferentes, que tiveram experiências amorosas e familiares diferentes, e decidir estar junto é abrir mão de muita coisa em prol de um bem maior. Viver com alguém significa abdicar e doar muita coisa.
Vivo intensamente, amo por inteiro, vou até a última gota para viver feliz…
A vida é curta demais para perder tempo com algo que não amamos!!
Minha amiga Adriana Borges é dona da marca “Bodelu”, cuja missão é proporcionar fashion delivery às clientes. Estou fazendo parte dessa empreitada com ela.
Uma das opções para adquirir as peças seria através de um Bazar de roupas produzidas na Itália. As peças possuem preços super acessíveis e são de ótima qualidade, para conferirem os valores olhem no site: www.bodelu.com.br
Estarei lá para recebê-las e auxiliá-las na busca de peças super bonitas…
Uma das minha cidades favoritas, Paris é sempre fabulosa, cheia de história, culturas, chegamos pela segunda vez com um olhar especial, mais atencioso e livre.
Para quem gosta de moda existem várias lojas lindas e cheias de coisinhas fofas para se comprar, um bairro que sempre me falam é o Saint Germain des Pres, mas nunca comsegui andar a pé por lá, todas as vezes que viajo para a França está muito frio fazer pesquisas a pé ficou impossível em Dezembro.
Sempre que viajo para o exterior corro átras de uma loja chamada H&M, é uma rede que pelo menos em Paris tem umas 5 filiais, desta vez fomos a loja das Champs Elisee, as peças expostas eram na maioria de primaveira (próxima estação) impossível deixar de considerar o frio que fazia na cidade estávamos há -3ºC e aquelas roupinhas sem mangas me davam calafrios porém, como uma boa brasileira, adoro garimpar e procurar coisas que uso no dia-a-dia blusas, vestidos aproveitando a oportunidade de que agora é verão no Brasil.
As peças são modernas e valem a pena porque o preço é bem baixo comparado com aos nossos magazines, lá os casacos de lã são nossa perdição, esses sempre muito mais baratos que no Brasil, os valores são de até 60 Euros.
Achei a H&M em todos as cidades que passamos da Europa, até pequenas como Lucerna na Suiça existia uma loja… a minha maior decepção foi a loja de Roma na Via del Corso, as roupas estavam amontoadas e não encontrei nada do que vi em Paris….
Caso queiram procurar quando forem viajar o site é: http://www.hm.com/entrance.ahtml?orguri=/
Visitar o Museu do Louvre é sempre uma experiência diferente. Não importa quantas vezes você o visita. Essa foi nossa segunda vez e nada do que vimos agora passou perto do que percorremos em dezembro de 2008. Agora com uma guia francesa que falava espanhol chamada Cristina explicando as histórias dos artistas e detalhando fatos da Monarquia Francesa. Impossível acreditar que foi construído aos poucos por cada um dos reis que assumia e aumentava um pavilhão. São salas gigantescas e aposentos maiores ainda. Visitamos com grupo de aproximadamente 25 pessoas e dentre elas estava uma brasileira chamada Ivone de 85 anos e claro pela idade possui dificuldade em andar, subir escadas. Sua filha levou uma cadeira de rodas, mas acredite, mesmo cansada e sem facilidade nenhuma de acessos, ela participou de tudo, porque possuia força de vontade e ajuda dos familiares e do grupo
A minha admiração pelo museu não ultrapassa o meu amor pelo jornalismo e nem o meu senso critico e digo que em um dos maiores e mais visitados Museus do mundo não existe acessibilidade para cadeirantes. As escadas são gigantescas e em grande número, poucos elevadores. Entendo que são construções antigas, mas deveriam encontrar um jeito para todos terem acesso e poderem desfrutar dessa grande preciosidade. O que me fez pensar é que o museu estará para eu visitar enquanto eu estiver andando e com uma saúde perfeita, mas isso pode mudar a qualquer instante porque as pessoas adoecem, se machucam e o principal, envelhecem. Não é porque não estou 100% que não tenho o direito de conhecer o Louvre e de ver obras magnificas.
Deixo aqui minha indignação sobre essa fato, reclamamos do Brasil, mas quando falamos de acessibilidade estamos a frentre de países desenvolvidos, acreditem, nossos metrôs, ônibus, ruas, estão estruturadas para a inclusão de todas as pessoas em nossa sociedade.
Eu estou afastada temporariamente, mas nos próximos dias postarei fotos das vitrines de Paris, Roma junto com alguns comentários sobre essas cidades, gastronomias locais e muito mais….
Desejo um Natal cheio de esperanças e um Ano Novo com boas escolhas e decisões….
Posted by Camila Pedroza on out 24, 2010 in Política
No primeiro turno das eleições presidenciais de 2010 tivemos duas mulheres na disputa para o cargo. Um grande avanço, porque nos anos anteriores não existiu mais de uma mulher entre os candidatos. Fiz meu TCC (trabalho de conclusão de curso) da universidade focado em política, mulheres na política, e Dilma Rousseff. Não vou aqui divagar sobre as minhas opiniões, o que vou fazer é descrever como ser uma mulher no Brasil ainda é difícil, ainda mais uma mulher engajada na política, independente do partido.
No século XXI as mulheres ainda lutam para conquistarem seu espaço, provar o quanto são capazes e profissionais. O feminismo é o movimento social que mais envolve essa militância. Teve início entre séculos XIX e XX e tinha como esforços os direitos das mulheres pela própria autonomia, ter a liberdade completa de ir e vir, não ser propriedade dos maridos, o direito ao voto, a escolaridade, a participação na sociedade, a defesa da igualdade de direitos entre homens e mulheres em todos os campos.
No Brasil, o feminismo teve seu auge até 1932 cuja principal bandeira a ser conquistada era o direito ao voto. A professora Raquel Paiva autora do livro “Política: palavra feminina” descreve o quanto ainda hoje a sociedade é malvada e crítica com as mulheres que decidem optar por um caminho profissional diferente dos nossos antepassados.
“Se as mulheres conquistaram o direito ao trabalho, que se pague menos a elas. Se atingiram o direito ao prazer, que se exija delas um padrão inatingível de corpo, para fabricar a frustração. Se querem deixar de ser objetos dos maridos, que assumam sozinhas a responsabilidade pela educação dos filhos. Por isso, a luta continua”(2008, p 24).
As mulheres que conquistaram direitos e liberdades que possuímos hoje foram fortes enfrentando uma sociedade machista, cheia de preconceitos e amarguras providas muitas vezes das próprias mulheres. A liberdade foi batalhada e honrada por mulheres como Nísia Floresta, Chiquinha Gonzaga, Bertha Lutz, Maria Lacerda de Moura, Leila Diniz, Alzira Rufino conquistada com muito sofrimento, repressões e humilhações.
Em 1928, o governador Juvenal Lamartine, da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte foi o primeiro a autorizar o voto das mulheres brasileiras em eleições. A proibição não existia na Constituição Federal, porém as mulheres eram forçadas a não exercer sua cidadania. A professora potiguar Celina Guimarães Viana conseguiu seu título apelando para o Código Eleitoral em 1932, essa conquista beneficiou a luta feminista para o voto das mulheres no país que infelizmente só passou a ser obrigatório em 1946. Nos Estados Unidos as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1788 comparando com o Brasil existe um intervalo de 154 anos desde que a primeira americana pode exercer o direito ao voto e sua interação com a sociedade.
Ana Júlia Carepa no poder como Governadora do Estado do Pará desde 2007, e agora na disputa do segundo turno com Simão Jatene e entrevista a Raquel Paiva, afirma que é ofendida pelos rivais por seu estado civil (hoje divorciada) diz que a política brasileira é machista e não existe interesse por parte da sociedade e dos homens políticos em aceitarem o fato das mulheres serem tão competentes quanto eles e assim proporcionarem condições melhores de trabalho.
“Chega um momento em que questões pessoais tornam-se mais importantes do que a vida política. A representação das mulheres acaba sendo pautada por isso. [...] A política brasileira é muito machista. E veja bem, isso não é de hoje. As mulheres tiveram que lutar, batalhar para traçar o seu destino. A política reproduz muitos dos conceitos machistas da sociedade. A começar pelos próprios partidos políticos, que não oferecem condições para as mulheres se candidatarem” (Paiva, pp.34-35).
As regiões Norte e Nordeste por mais tradicionais são estados que deram maior abertura para as mulheres serem eleitas e com maior número de votos em candidatas. A permissão do voto feminino veio do Rio Grande do Norte, as votações em grandes números em mulheres candidatas no Pará, a primeira governadora no maior colégio eleitoral do Norte. Se compararmos as regiões como o Sul e Sudeste , tendo em vista a pobreza demasiadamente grande que ainda habita o Nordeste, eles possuem uma maior tolerância em aceitar as mulheres na política.
Se formos analisar a dificuldade de encarar o mercado competitivo com os homens e o quanto demonstramos a cada dia que somos melhores que eles em muitas coisas e nos acabamos por ganhar menos q eles. Infelizmente, mesmo estando no século XXI o mundo ainda é machista, já tivemos muitas melhoras, mas…..
Então deixou aqui uma reflexão…..imaginem como deve ser difícil governar um país como o nosso? e os grandes preconceitos que deverão ser encarados por ser uma mulher no comando? se já enfrentamos isso em nosso dia-a-dia como seres normais…..
Eu me lembro de quando era criança, ia as lojas de departamento com a minha mãe e não existia nenhuma preocupação com a moda, digo, para as classes menos favorecidas. As lojas como Pernambucanas, C&A, Marisa, Mappin e Mesbla (as duas últimas abriram falência e não existem mais hoje) não possuiam uma identidade para o público alvo, simplesmente colocavam para vender sem idéia de qual era o interesse das pessoas que frequentavam a loja. Acredito que muita gente daquela época não era ligada a moda como vemos hoje.
A evolução dos magazines no Brasil f0i de 100%. Os produtos expostos nas lojas são mais atuais até que grandes grifes. Isso pelo poder de compra (grande quantidade para abastecer as lojas) e por não terem a necessidade de possuir a melhor matéria prima e uma modelagem impecável, para alcançarem valores acessíveis e atender ao grande público.
Você pode comprar num magazine que estará na moda, mesmo sendo um produto sem todas as qualidades de uma grande grife. A dica que dou: se forem comprar em magazines procurem os de shoppings “requintados e chics”, isso porque as lojas abastecem as melhores coisas neles. Confirmo isso porque a C&A do shopping Morumbi tem produtos mais bacanas que a do shopping Ibirapuera.
O próximo post é sobre a dica da semana…. outro item bem básico……